


Para muitos a agroecologia é uma ciência que estuda e procura explicar o funcionamento dos agroecossistemas, para outros são práticas e técnicas agronômicas e produtivas que permitem produzir alimentos e fibras sem agrotóxicos, uma agricultura que não atenta contra o meio ambiente. Considerando estes dois entendimentos, de agroecologia enquanto ciência e enquanto conjunto de técnicas de produção, o MPA define que a agroecologia representa uma base cientifica e técnica para qualificar os sistemas camponeses de produção, eliminar o uso de agrotóxicos, superar as cadeias produtivas, construir a soberania alimentar, proporcionar autonomia das famílias camponesas e fazer enfrentamento ao agronegócio.
A primeira pauta nacional do MPA, construída no ano de 1998 já trazia a reivindicação de um programa de habitação camponesa, por que trazíamos esta reivindicação?
Devido às políticas neoliberais, o abandono das famílias no campo gerou um empobrecimento que se manifesta diretamente nas casas das famílias camponesas. Quando a casa esta ruim reflete diretamente na auto-estima da família, na qualidade de vida, na permanência da juventude no campo. Portanto a habitação camponesa é uma política estratégica para conter o êxodo rural e melhorar a qualidade de vida das famílias no campo.
Quando falamos em sementes crioulas, falamos também de raças e mudas, estamos falando da imensa diversidade genética que as famílias camponesas mantiveram ao longo da história.
As variedades crioulas foram muito combatidas pela revolução verde - e em muitas regiões deixaram de existir -, contaminadas ou ainda acabaram perdendo seu vigor.
Através das lutas do MPA conseguimos desenvolver diferentes formas de comercialização da produção camponesa cumprindo uma dupla missão: por um lado gerar renda para famílias camponesas que não conseguiam comercializar sua produção e por outro lado levar alimentos saudáveis e de qualidade para a mesa do povo brasileiro.
